VANESSA BIFFON

quinta-feira, 11 de junho de 2015

"guerrilheiro não tem nome" - temporada e circulação








O Grupo Teatral MATA!, provavelmente, é o primeiro coletivo a abordar no campo do teatro a temática da Guerrilha do Araguaia, um assunto obscuro da história do país. O nome do grupo e o interesse pelo assunto surgiram do contato com o livro MATA! – O Major Curió e as guerrilhas no Araguaia, do jornalista Leonêncio Nossa. A história da guerrilha chamou a atenção deles pela sua força ideológica e a paixão dos jovens combatentes que morreram em nome de um país mais justo, livre da opressão contra o povo e da violência do Estado de Exceção promovido pelo golpe civil-militar de 1964.
O MATA! é formado por artistas que se uniram em prol do trabalho colaborativo de criação, tendo se iniciado como um grupo de estudos de temas relativos à formação cultural do Brasil, o teatro épico-dialético e o fazer teatral. Depois de dois anos de pesquisa e experimentos cênicos, o grupo foi contemplado com o edital PROAC – Primeiras obras, através do qual este espetáculo foi produzido. Neste projeto, guerrilheiro não tem nome, o grupo fez parceria com a Companhia do Feijão através da ocupação de seu espaço e da orientação de expressão corporal realizada pela atriz Fernanda Haucke, que também pesquisa a Guerrilha do Araguaia, além de outras guerras desconhecidas do Brasil.
A encenação do espetáculo é composta por fragmentos que formam uma espécie de movimento espiral cujo fim é o início desta história permeada de fissuras. As propostas cênicas são envolvidas em narrativas, partituras corporais, experimentos vocais e ruídos sonoro-musicais, o que gera diversas contradições nas cenas, ações e personagens.

SINOPSE:
A partir de uma perspectiva poética coletiva, o espetáculo reconstrói os caminhos de alguns jovens que aderiram à Guerrilha do Araguaia e nela descobriram o elo entre suas vidas e as contradições mais profundas da formação social do Brasil. O sonho por uma sociedade igualitária, o contato com a cultura local e a solidariedade revolucionária alimentaram a coragem daqueles que não retrocederam frente à violência do regime militar instaurado em 1964.

Duração aprox.: 80 min.

CLASSIFICAÇÃO: 16 anos.

INGRESSOS: Gratuito.
(Retirada de senhas com uma hora de antecedência)

FICHA TÉCNICA:
DIREÇÃO E CONCEPÇÃO DRAMATÚRGICA: Anderson Zanetti
CRIAÇÃO DRAMATÚRGICA: coletiva
ATORES: Airá Fuentes Tacca, Leonardo Oliveira e Vanessa Biffon.
CENOGRAFIA, FIGURINO E ARTE GRÁFICA: Luiz Felipe Macalé
ILUMINAÇÃO: Leonardo Oliveira
DIREÇÃO MUSICAL E PREPARAÇÃO VOCAL: Bruno Cordeiro
ORIENTAÇÃO DE EXPRESSÃO CORPORAL: Fernanda Haucke
COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO: Vanessa Biffon

PRODUÇÃO: coletiva

Realização: PROAC-Primeiras Obras

MAIS INFORMAÇÕES:

CONTATO: grupoteatralmata@gmail.com

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